Friday, March 08, 2019

Respirantes


Torta é teu caule
Tendo uma força de um joule
Ficas teimosamente em pé
Fazendo isto, continuo a ter fé

A travessia está bloqueada
Pedras e galhos estão no caminho
Fico lhe vendo nesta estrada
Que por nós ainda tens carinho

Como faço para lhe salvar
Se todo teu universo
E somente isto, que te peço

Nos deixe te amar

Monday, January 21, 2008

Seguirmos

As vezes paramos para ver caminhos,
e entre pedras e árvores,
deitamos em sombras e com brisas adormecemos,
e com luzes refletimos o sol que está sempre presente,
a lua o substituie, calor é ótimo quando sentimos frio
e conversar é lúdico, quando estamos sozinhos.
Se possibilidades, concluintes. se podemos, então realizaremos.
No fortuito da vida, aprendemos que quase sempre que o mundo está ai para todos,
sentir e não tocar, respirar e sufocar-se, é tudo no tempo.
O que os dias nos revelam, mostra a nossa ineficiência diante das tempestades
que nos impedem de seguirmos, mas tudo é bom, justo e necessário.

Thursday, January 25, 2007

Eras Tú?

Você falou comigo
Tocou-me
Parou
Tocou
E voltei, a respirar
Eu falei com você
Você disse, amava
que ama
e amará

De novo, olhou em meus olhos
Degustou meu odor
Respirávamos-nus
Corpos Colados, calados
Eu te toquei

Ver
Olhar
Sentir
Tocar
Amar
Respirar
Degustar

Sabor amargo
Pela solidão dos dias
odores suaves
Que a minha vida traria

Wednesday, January 24, 2007

Parte 2

Ciclos

Como uma gota de orvalho,
as lagrimas soltam-se do meu rosto
fazendo sentir-me basicamente livre
e mesmo com as raizes no passado
que atormenta o mais secreto dos sentimentos
floresço entre ervas daninhas
sendo este, o meu primeiro ciclo na natureza.

E como um pássaro revoando entre as matas
colhendo frutos silvestres,
sinto-me vitalmente solto, para poder resistir
as armadilhas que esperam por mim,
e assim sendo, completo o meu segundo ciclo.

Depois das lágrimas e armadilhas
estou inevitavelmente preso a você
agora estou numa gaiola, casei contigo
pois, visgaram-me no meu primeiro descanso
e com muitos ovos no ninho,
preparamos para o último ciclo.

Infinitivo

Sou fumante!
Não aquele que fuma
mas aquele que participa
da fumaça do cigarro do amigo

Sou fumante
não o ativo
mas do participio

Assim

Meus tempos
Minha ansiedade
teus tempos
tua vaidade
coicidem,
no amor
reciproco
que sentimos
por nossos
filhos




Rompi o infinito
e o que tenho de mais bonito
é não querer muito pecar
apartir de hoje comecei a rezar

Rezei um terço
rezei-o inteiro
pequei desde o berço
e a salvação eu quero ligeiro

Um vertical
na horizontal
formando uma cruz
segurando a Luz


Primeiras poesias

Lições

Cada pedra tem o seu significado
de estar sendo molhadas
pelas limpidas águas de qualquer riacho
O tronco de uma árvora caída,
mostra-nos a sua vulneridade
suas cinzas a nossa iniquidade
vamos absorver a seiva

A formula


I
Em Retalhos
pego pedaços
de palavras complexas,
anexo-as em outras
um pouco esdrúxolas.
para ver se sai
uma poesia.


II
Punho cada letra
de forma desordenada
para ter um significado
exato do que penso;
Sem isto, passo a não ter razão
mas, invento a emoção
para compor uma poesia.


III
O poeta não inventa
as palavras que escreve
ele escreve o poeta
que ele inventa


IV
Pegue o rascunho da tua vida,
tire as palavras inexpressivas
e cultue os bons momentos
que soubeste aproveitar.
Esta é a receita

Alfômega

A boca compoem deliciosas estorias,
fazendo-me gozar o hoje, indeciso
jogo livres melodias no ontem,
porém quero ressuscitar
subitamente todo o universo
viajando e xerocando zeus

Existencialismo

Eu era
sim deixei de existir
Esqueci de ter vontade
Lembrei da morte
Tranquei a porta, preciso estar só
Agora vou entrar em transe
Fugirei da realidade: pego caneta e papel
Distancio da vida e aproximo da ilusão
Realço cada sentimento que não me pertence
Desligo da tomada a realidade.
Fica noite, então começo a reagir
impondo a caneta num papel em branco
Cabeça cheia, mãos verticais, horizontes distantes
vidas preambulares, riscos, papeis amassados.
Aviso para a doméstica, roube de mim a casa,
quebre os móveis, avise-me da rosa de hiroshima
lançada pela garota de ipanema.
Um morrem, singular na importância,
plural nos desgostos.
Não posso dizer que sou poeta, mas
um solitário indignado com uma vida infértil,
não sei se devo ter objetivos compreendidos ou não.

A resposta

O que amo em ti,
é não te conhecer
e saber o que escreve

O que sinto por ti,
é a aventura inexistente
na tua poesia inconsciente

O que ama em mim,
é o que gosta em ti
a arte de escrever.

Homenagem A Violeta Curado
poema IV (Névoa) Sempre, Setembro.

SINALIZAÇÃO

A simetria da minha vida
ilude-me na tentativa de buscar Pitágoras,
sendo que o lucro de hoje é a tristeza no amanhã.
Como poderei conviver com regras que não ajudam,
obrigam-me.
Luto em conceitos, em escritos e
numa loucura desenfreada
com o intuito de assimilar o tudo,
é assim que descubro o nada.
O vazio que distancia-nos,
levando a tornamos ilhas,
fazem que permitimos conchecer
a solidão.

OLHANDO

Observei o caminhar dos teus olhos
Fitavam e findava no céu
As luzes, nuvens e nós... Importam
Chorei ao saber que saias
Onde? o céu não respondia
Uma brisa acariciava um rosto, gostei!
Li um livro, era dele que sabias.
Procurava o seu lugar, a esperança
Só não observei o findar dos teus olhos