Wednesday, January 24, 2007

Primeiras poesias

Lições

Cada pedra tem o seu significado
de estar sendo molhadas
pelas limpidas águas de qualquer riacho
O tronco de uma árvora caída,
mostra-nos a sua vulneridade
suas cinzas a nossa iniquidade
vamos absorver a seiva

A formula


I
Em Retalhos
pego pedaços
de palavras complexas,
anexo-as em outras
um pouco esdrúxolas.
para ver se sai
uma poesia.


II
Punho cada letra
de forma desordenada
para ter um significado
exato do que penso;
Sem isto, passo a não ter razão
mas, invento a emoção
para compor uma poesia.


III
O poeta não inventa
as palavras que escreve
ele escreve o poeta
que ele inventa


IV
Pegue o rascunho da tua vida,
tire as palavras inexpressivas
e cultue os bons momentos
que soubeste aproveitar.
Esta é a receita

Alfômega

A boca compoem deliciosas estorias,
fazendo-me gozar o hoje, indeciso
jogo livres melodias no ontem,
porém quero ressuscitar
subitamente todo o universo
viajando e xerocando zeus

Existencialismo

Eu era
sim deixei de existir
Esqueci de ter vontade
Lembrei da morte
Tranquei a porta, preciso estar só
Agora vou entrar em transe
Fugirei da realidade: pego caneta e papel
Distancio da vida e aproximo da ilusão
Realço cada sentimento que não me pertence
Desligo da tomada a realidade.
Fica noite, então começo a reagir
impondo a caneta num papel em branco
Cabeça cheia, mãos verticais, horizontes distantes
vidas preambulares, riscos, papeis amassados.
Aviso para a doméstica, roube de mim a casa,
quebre os móveis, avise-me da rosa de hiroshima
lançada pela garota de ipanema.
Um morrem, singular na importância,
plural nos desgostos.
Não posso dizer que sou poeta, mas
um solitário indignado com uma vida infértil,
não sei se devo ter objetivos compreendidos ou não.

A resposta

O que amo em ti,
é não te conhecer
e saber o que escreve

O que sinto por ti,
é a aventura inexistente
na tua poesia inconsciente

O que ama em mim,
é o que gosta em ti
a arte de escrever.

Homenagem A Violeta Curado
poema IV (Névoa) Sempre, Setembro.

SINALIZAÇÃO

A simetria da minha vida
ilude-me na tentativa de buscar Pitágoras,
sendo que o lucro de hoje é a tristeza no amanhã.
Como poderei conviver com regras que não ajudam,
obrigam-me.
Luto em conceitos, em escritos e
numa loucura desenfreada
com o intuito de assimilar o tudo,
é assim que descubro o nada.
O vazio que distancia-nos,
levando a tornamos ilhas,
fazem que permitimos conchecer
a solidão.

OLHANDO

Observei o caminhar dos teus olhos
Fitavam e findava no céu
As luzes, nuvens e nós... Importam
Chorei ao saber que saias
Onde? o céu não respondia
Uma brisa acariciava um rosto, gostei!
Li um livro, era dele que sabias.
Procurava o seu lugar, a esperança
Só não observei o findar dos teus olhos

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